Para Que Serve o Suplemento Biotina

Se você já parou na frente da prateleira tentando decidir qual vitamina biotina levar, sabe o tamanho da confusão. São muitas informações nos rótulos, e elas vêm acompanhadas de dúvidas de quem quer comprar.

Afinal, a biotina, também chamada de vitamina B7, participa de reações que transformam o que você come em energia e está entre os nutrientes ligados à manutenção do cabelo e da pele. Isso explica por que ela virou presença certa em suplementos de beleza.

O que quase nenhum rótulo conta é que existe um limite legal para a quantidade de biotina em suplemento alimentar no Brasil, e que a evidência científica sobre cabelo e unha tem contornos bem específicos.

Neste guia você vai entender como a biotina age no organismo, quanto o corpo precisa por dia, onde encontrá-la na alimentação, quem realmente corre risco de deficiência e quais critérios usar para escolher um suplemento de biotina com segurança.

O que é a vitamina biotina (vitamina B7)

A biotina é uma vitamina hidrossolúvel do complexo B, também conhecida como vitamina B7 ou vitamina H. Hidrossolúvel significa que ela se dissolve em água: o organismo usa o que precisa e elimina o excedente pela urina, sem estoque significativo no corpo¹.

Essa característica tem uma consequência prática. Como não há reserva, a reposição precisa ser diária, seja pela alimentação, seja por suplementação orientada.

Boa parte da biotina dos alimentos não chega ao intestino em forma livre: ela vem ligada a proteínas. Enzimas digestivas quebram essas proteínas em fragmentos menores, e só então a vitamina fica disponível para o passo seguinte.

Esse passo depende da biotinidase, uma enzima produzida pelo próprio organismo cuja função é soltar a biotina dos fragmentos aos quais ela ficou presa. Sem essa liberação, a vitamina não é absorvida pelo intestino e passa direto, mesmo que a alimentação seja rica nela¹.

Bactérias do intestino grosso também produzem biotina, mas a contribuição dessa produção para as necessidades do organismo ainda não está esclarecida. Por isso a alimentação segue sendo a principal via de obtenção¹.

Leia também Vitaminas do complexo B: quais são e para que servem

Para que serve a vitamina biotina: 4 funções principais

A biotina tem quatro funções bem definidas no organismo, e vale conhecer cada uma antes de decidir por um suplemento. Nenhuma delas envolve promessa de resultado rápido 3.

1. Ajuda o corpo a produzir energia

A biotina participa das reações que transformam a comida em energia para as células. É isso que mantém funcionando desde os músculos até o sistema nervoso¹,³.

Vale um cuidado com essa informação. Participar da produção de energia é diferente de dar um pique extra: quem já tem biotina suficiente não fica mais disposto por consumir mais¹.

2. Ajuda a aproveitar proteínas, carboidratos e gorduras

Esses três grupos de nutrientes seguem caminhos diferentes dentro do corpo, e a biotina participa dos três¹,³.

Na prática, ela ajuda o organismo a montar e desmontar gorduras, a produzir açúcar quando não há açúcar disponível na circulação e a quebrar as proteínas em pedaços que o corpo consegue reaproveitar¹.

3. Contribui para a manutenção do cabelo e da pele

Essa é a função que colocou a biotina nas prateleiras de beleza³.

O fio de cabelo e a unha são feitos de queratina, uma proteína resistente que o corpo monta com os aminoácidos que vêm da alimentação. Como a biotina participa justamente do aproveitamento das proteínas, ela entra nessa história¹,³.

Um detalhe que ajuda a ajustar a expectativa: a biotina não vira queratina. Ela age antes disso, ajudando o corpo a usar bem a matéria-prima que recebeu.

O quanto isso pesa fica claro quando a biotina falta. Entre os sinais de deficiência estão o afinamento dos fios, que pode chegar à perda de pelos por todo o corpo, manchas avermelhadas e descamativas ao redor de olhos, nariz e boca, e unhas quebradiças¹.

4. Ajuda a manter as mucosas

Mucosas são os tecidos que revestem o interior da boca, do nariz e do sistema digestivo. A biotina participa da manutenção deles 3.

Leia também: Vitaminas para fortalecer as unhas: quais são as mais eficientes

Quanto de vitamina biotina o corpo precisa por dia

A referência mais usada é de cerca de 30 microgramas (mcg) por dia para pessoas adultas, valor indicado pelo National Institutes of Health (NIH), órgão de saúde dos Estados Unidos¹.

Antes de anotar esse número, vale entender o que ele significa. Não se trata de uma dose exata a ser atingida todo dia, e sim de uma estimativa do que costuma ser suficiente para a maioria das pessoas saudáveis. Como ainda faltam estudos para fechar um valor preciso, o que existe é uma referência, não uma regra¹.

Os valores de referência por dia são:

  • Pessoas adultas, a partir dos 19 anos: cerca de 30 mcg.

  • Gestantes: cerca de 30 mcg.

  • Lactantes: cerca de 35 mcg.

Uma informação que costuma tranquilizar quem está fazendo essa conta: em populações ocidentais, estima-se que o consumo médio de biotina vindo só da alimentação fique entre 35 e 70 mcg por dia, ou seja, dentro ou acima dessa faixa¹.

O limite de biotina em suplemento alimentar no Brasil

Este é o ponto que costuma passar despercebido. Pela regra da Anvisa, um suplemento alimentar para adultos deve ter entre 4,5 mcg e 45 mcg de biotina por dia³.

Ou seja, um produto vendido no Brasil como suplemento alimentar não pode oferecer 5.000 ou 10.000 mcg de biotina por porção. Doses nessa faixa aparecem em produtos importados ou em manipulados sob prescrição, que seguem outra lógica regulatória.

Guarde esse número. Ele é o primeiro filtro para responder à pergunta que dá título a este artigo.

Alimentos ricos em biotina

A biotina está espalhada por muitos alimentos, quase sempre em quantidades pequenas. As fontes mais concentradas costumam ser vísceras, ovos, peixes, sementes e oleaginosas¹.

Veja quanto de biotina cada alimento costuma oferecer¹:

  • Fígado bovino cozido (85 g): 30,8 mcg, de longe a maior fonte da lista.

  • Ovo inteiro cozido (1 unidade): 10 mcg.

  • Salmão rosa em conserva (85 g): 5 mcg.

  • Costeleta de porco cozida (85 g): 3,8 mcg.

  • Hambúrguer de carne bovina (85 g): 3,8 mcg.

  • Sementes de girassol tostadas (1/4 de xícara): 2,6 mcg.

  • Batata-doce cozida (1/2 xícara): 2,4 mcg.

  • Amêndoas tostadas (1/4 de xícara): 1,5 mcg.

  • Espinafre cozido (1/2 xícara): 0,5 mcg.

  • Brócolis fresco (1/2 xícara): 0,4 mcg.

  • Queijo cheddar (28 g): 0,4 mcg.

  • Iogurte natural (1 xícara): 0,2 mcg.

  • Banana (1/2 xícara): 0,2 mcg.

Só vale um cuidado com o ovo. A clara crua tem uma proteína chamada avidina, que se gruda na biotina dentro do intestino e impede que ela seja aproveitada pelo corpo. O cozimento desativa essa proteína, então o ovo cozido entra como fonte, enquanto a clara crua batida em shakes acaba tendo o efeito oposto¹.

Sinais e causas da deficiência de biotina

Quadros graves de falta de biotina são pouco frequentes em quem mantém uma alimentação variada, e isso é uma boa notícia¹,4.

O ponto de atenção costuma ser outro. Como o organismo não guarda reserva dessa vitamina e elimina o que sobra, o que sustenta os níveis adequados é a regularidade: o que chega hoje é o que o corpo tem para usar hoje¹.

E existem fases da vida e rotinas que tornam essa regularidade mais difícil, como você vai ver logo adiante.

Quando a falta se instala, os sinais aparecem de forma gradual¹:

  • Alterações capilares: afinamento dos fios, podendo progredir para perda de pelos em todo o corpo;

  • Alterações de pele: erupção avermelhada e descamativa ao redor de olhos, nariz, boca e região perineal;

  • Unhas quebradiças e conjuntivite;

  • Sinais neurológicos: letargia, humor deprimido, alucinações e, em quadros graves, convulsões;

  • Alterações no metabolismo: identificadas em exames, nos casos mais graves.

Quem tem risco aumentado

Alguns grupos merecem atenção especial¹:

  • Pessoas com deficiência de biotinidase: condição genética rara em que o organismo não consegue liberar a biotina ligada às proteínas. Exige acompanhamento e suplementação por toda a vida;

  • Uso crônico de álcool: a exposição crônica ao álcool inibe a absorção de biotina, e cerca de 15% das pessoas com alcoolismo crônico apresentam concentrações plasmáticas baixas;

  • Gestantes e lactantes: ao menos um terço das gestantes desenvolve deficiência marginal de biotina mesmo com ingestão considerada normal;

  • Uso prolongado de anticonvulsivantes: medicamentos como fenitoína, carbamazepina e fenobarbital aumentam a degradação da biotina e podem reduzir seus níveis séricos após pelo menos um ano de tratamento.

Se você se reconhece em algum desses cenários, o caminho não é aumentar a dose por conta própria. É levar a informação para o profissional de saúde que acompanha o seu caso 8.

 


 

Vitamina biotina: qual a melhor? 6 critérios para escolher o suplemento de biotina

Não existe uma resposta única, porque "melhor" depende do seu objetivo, da sua alimentação e do que já foi identificado por um profissional de saúde. O que existe são critérios objetivos para comparar rótulos sem se perder no marketing.

1. Dose dentro do limite autorizado no Brasil

Comece por aqui. Em suplemento alimentar para adultos, a biotina deve ficar entre 4,5 mcg e 45 mcg por dia, conforme regras da Anvisa

Um produto que anuncia dose muito acima disso não está seguindo a regra brasileira de suplemento alimentar, ou é outra categoria de produto. Doses altas, além disso, trazem uma questão prática de segurança que será tratada mais adiante neste texto.

2. Biotina isolada ou combinada com outros nutrientes

Suplementos de biotina isolada entregam um nutriente só. Fórmulas combinadas reúnem biotina com outros nutrientes ligados à manutenção de cabelo, pele e unhas 3.

Uma revisão científica publicada em 2026 observou que os resultados clínicos mais consistentes apareceram em combinações de nutrientes, não em biotina sozinha 5. Isso não transforma combinação em garantia de resultado, mas ajuda a entender por que a maioria das fórmulas de beleza é composta.

3. Nutrientes que fazem diferença ao lado da biotina

Se a escolha for por uma fórmula combinada, vale olhar quais nutrientes acompanham. Entre os que têm alegação autorizada pela Anvisa e conversam com o tema³:

  • Zinco: "o zinco contribui para a manutenção do cabelo, da pele e das unhas" e "o zinco é um antioxidante que auxilia na proteção dos danos causados pelos radicais livres".

  • Vitamina C: "a vitamina C auxilia na formação do colágeno" e "a vitamina C é um antioxidante que auxilia na proteção dos danos causados pelos radicais livres".

  • Vitamina A: "a vitamina A contribui para a manutenção da pele" e "a vitamina A auxilia no processo de diferenciação celular".

4. Formato e praticidade na rotina

Cápsulas, comprimidos e apresentações mastigáveis entregam o mesmo nutriente. A diferença está na adesão.

Como a vitamina biotina é hidrossolúvel e não fica armazenada no organismo, o uso precisa ser diário para fazer sentido¹. Um formato que você esquece de tomar não é o melhor para você, por mais completo que seja o rótulo.

  • Número de unidades por dia: fórmulas de uma unidade diária costumam ser mais fáceis de manter;

  • Tamanho da embalagem: frascos com 60 unidades cobrem períodos maiores e reduzem a chance de interrupção;

  • Preferência pessoal: quem tem dificuldade com comprimidos tende a se adaptar melhor a cápsulas.

5. O que checar no rótulo e na procedência

A Anvisa orienta comprar de fontes confiáveis e desconfiar de publicidade enganosa8. Na hora de olhar o rótulo:

  • Quantidade por porção e %VD de cada nutriente, não apenas a lista de ingredientes;

  • Modo de uso e quantidade diária recomendada claramente informados;

  • Identificação da empresa responsável e informações de contato;

  • Ausência de promessas de cura, tratamento ou emagrecimento, que não são permitidas para suplemento alimentar.

6. Seu objetivo e a orientação de um profissional

O último critério é o que mais pesa. Suplementação faz sentido quando existe uma lacuna a preencher, e quem identifica essa lacuna é o profissional de saúde.

Médico, nutricionista ou farmacêutico podem avaliar alimentação, histórico, uso de medicamentos e exames antes de indicar dose e duração8. Queda de cabelo, por exemplo, tem várias causas possíveis, e nem todas passam por nutriente.

Leia também: Quais são as melhores vitaminas para beleza, pele e cabelo

Como tomar um suplemento de biotina

A resposta curta: todos os dias, na quantidade indicada no rótulo ou pelo profissional que acompanha você, e com constância.

A explicação está na hidrossolubilidade. Como já falado no artigo, sem estoque no organismo, o que não é usado é eliminado, e não adianta concentrar o consumo em alguns dias da semana¹.

Algumas orientações práticas:

  • Horário: não há evidência de que exista um melhor momento do dia. Vale escolher o horário que você tem mais chance de manter na rotina. Tomar durante o café da manhã costuma ser uma boa opção para não esquecer;

  • Com ou sem alimento: a biotina dos alimentos vem ligada a proteínas, enquanto a de suplementos já está em forma livre. Tomar junto a uma refeição costuma facilitar a rotina¹;

  • Clara de ovo crua: como já comentamos, evite associar o suplemento ao consumo de clara crua, pela avidina;

  • Tempo de uso: cabelo e unha crescem devagar, então qualquer avaliação de mudança leva meses. Nos estudos com unhas quebradiças citados pelo NIH, os períodos observados foram de 6 a 15 meses¹.

Vitasay Cabelos e Unhas: biotina combinada com zinco e vitaminas A e C

Se depois de ler os seis critérios você concluiu que uma fórmula combinada faz mais sentido do que biotina isolada, a vitamina Cabelos e Unhas é uma das opções do portfólio Vitasay dentro dessa lógica.

O produto reúne biotina, zinco e vitaminas A e C em cápsulas e promove a manutenção de cabelos, pele e unhas.

Não vale repetir como a biotina ajuda na saúde, mas vale ressaltar que o zinco contribui para a manutenção do cabelo, da pele e das unhas, e que a vitamina C auxilia na formação do colágeno³.

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Referências

  1. National Institutes of Health. Office of Dietary Supplements. Biotin: Fact Sheet for Health Professionals. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/Biotin-HealthProfessional/  Acesso em: agosto/2026.

  2. National Institutes of Health. Office of Dietary Supplements. Biotin: Fact Sheet for Consumers. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/Biotin-Consumer/   Acesso em: agosto/2026.

  3. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução Normativa nº 28, de 26 de julho de 2018. Estabelece as listas de constituintes, de limites de uso, de alegações e de rotulagem complementar dos suplementos alimentares. Disponível em: https://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/3898888/(4)in_28_2018_comp.pdf/14109256-0ed8-4f38-91ac-60b3cb78fd8e  Acesso em: agosto/2026.

  4. Manuais MSD, edição para profissionais. Biotina e ácido pantotênico. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-nutricionais/defici%C3%AAncia-depend%C3%AAncia-e-toxicidade-das-vitaminas/biotina-e-%C3%A1cido-pantot%C3%AAnico  Acesso em: agosto/2026.

  5. Moltó-Balado, P., Simeó-Monzo, A., & del Barrio-Gonzalez, A. (2026). Effectiveness of Biotin Supplementation for Hair Growth in Patients with Alopecia: A Systematic Review. Dermato, 6(2), 17. Disponível em: https://www.mdpi.com/2673-6179/6/2/17 Acesso em: agosto/2026.

  6. U.S. Food and Drug Administration. Biotin Interference with Troponin Lab Tests: Assays Subject to Biotin Interference. Disponível em: https://www.fda.gov/medical-devices/in-vitro-diagnostics/biotin-interference-troponin-lab-tests-assays-subject-biotin-interference Acesso em: agosto/2026.

  7. Harvard Health Publishing. Vitamins, minerals, and hair loss: Is there a connection? Disponível em: https://www.health.harvard.edu/diseases-and-conditions/vitamins-minerals-and-hair-loss-is-there-a-connection Acesso em: agosto/2026.

  8. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Suplementos alimentares. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/suplementos-alimentares Acesso em: agosto/2026.

1. Naveed S, Qamar F, Abbas SS, et al. Appraisal of Techniques, Investigation and Analysis of Vitamin (B7) Biotin. OALib. 2015;02(09):1-5.

2. Said HM. Biotin: the forgotten vitamin.The American Journal of Clinical Nutrition, 2002;75(2):179-80.

3. National Institutes of Health; Office of Dietary Supplements. Biotin: Fact Sheet for Health Professionals. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/Biotin-HealthProfessional/. Acesso em: novembro, 2021.

4. Silva ICF, Cho LY, Sakane KK. Análise da Biotina em Amostras de Vitaminas Comerciais e Manipulada Usando Espectroscopia no Infravermelho FTIR-UATR.

5. Zempleni J, Hassan YI, Wijeratne SSK. Biotin and biotinidase deficiency. Expert Rey Endocrinol Metab. 2008;3(6):715-724. doi: 10.1586/17446651.3.6.715.

6. Brasil. Ministério da Saúde. ANVISA. IN 28 de 26 de julho de 2018. Estabelece as listas de constituintes, de limites de uso, de alegações e de rotulagem complementar dos suplementos alimentares. Disponível em: http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/34380639/do1-2018-07-27-instrucao-normativa-in-n-28-de-26-de-julho-de-2018-34380550. Acesso em: novembro, 2021.

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9. U.S. Food and Drug Administration. The FDA Warns that Biotin May Interfere with Lab Tests: FDA Safety Communication. 2019. Disponível em: https://www.fda.gov/medical-devices/safety-communications/update-fda-warns-biotin-may-interfere-lab-tests-fda-safety-communication. Acesso em: novembro, 2021.10. Rotulagem do produto Vitasay50+ A-Z | Mulher

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