Se você emendou dois resfriados no mesmo mês, ou vem sentindo fraqueza e resistência baixa há algumas semanas, provavelmente já se perguntou quais são as melhores vitaminas para imunidade e se vale a pena suplementar.
A resposta curta é que o sistema de defesa depende de um conjunto de nutrientes, não de um só. As vitaminas C, D, A, E, B6 e B12, junto com o ácido fólico, o zinco, o selênio e o ferro, são as que aparecem com mais consistência quando se fala em função imune.1
Neste artigo você vai encontrar o papel de cada um desses nutrientes, onde buscá-los na alimentação, quanto consumir por dia, quais situações aumentam a chance de faltar alguma coisa e em que ponto a suplementação passa a fazer sentido.
Um aviso desde já: suplemento alimentar não trata nem previne doenças, e a orientação de médico, nutricionista ou farmacêutico continua sendo o ponto de partida.14
Como o sistema imunológico usa as vitaminas e os minerais
O sistema imunológico é formado por células, tecidos e órgãos que reconhecem e combatem vírus, bactérias e outros micro-organismos causadores de infecções.1
A pele e o revestimento do trato digestivo funcionam como primeira barreira. Os glóbulos brancos identificam o que é estranho ao corpo e destroem esses agentes. Parte deles guarda registro do que já enfrentou, o que permite uma resposta mais rápida em uma próxima exposição.1
Vitaminas e minerais entram nesse processo porque participam da produção e da atividade dessas células. Segundo o Escritório de Suplementos Alimentares dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), quando a alimentação não fornece quantidades adequadas de certos nutrientes, o sistema imune não trabalha tão bem, a chance de infecção aumenta e a recuperação pode ser mais lenta.1
Existe também o inverso, e ele é menos divulgado. Na ausência de deficiência, aumentar a ingestão de vitaminas e minerais por meio de suplementos, na maioria dos casos, não previne infecções nem faz a recuperação ser mais rápida. 1
Quais são as melhores vitaminas para imunidade?
As vitaminas com papel mais bem descrito na função imune são C, D, A, E, B6 e B12, somadas ao ácido fólico.1 Cada uma atua em uma etapa diferente da resposta de defesa, e todas podem ser obtidas pela alimentação.
1. Vitamina C
A vitamina C é um antioxidante e participa do funcionamento adequado das células de defesa.1 O corpo também precisa dela para produzir colágeno, proteína envolvida na cicatrização.2
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Ação antioxidante: ajuda a proteger as células dos danos causados pelos radicais livres, compostos formados quando o corpo transforma alimento em energia e que também vêm da poluição e da fumaça de cigarro;2
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Resfriado comum: o consumo regular pode reduzir sintomas e o número de dias de duração. Começar a tomar depois que o resfriado já apareceu tende a não ajudar;1
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Absorção de ferro: melhora o aproveitamento do ferro presente em alimentos de origem vegetal;2
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Quem fuma precisa de mais: a necessidade diária é 35 mg maior do que a recomendação geral.1
Quanto consumir e onde encontrar a vitamina C
A recomendação diária para adultos é de 75 mg para mulheres e 90 mg para homens.2 Confira alguns alimentos ricos em vitamina C:
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laranja, limão e outras frutas cítricas, inclusive em suco;2
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pimentão vermelho e verde;2
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brócolis, tomate e batata;2
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morango e kiwi.2
2. Vitamina D
A vitamina D é importante para os ossos e para a função imune, e o corpo consegue produzi-la quando a pele é exposta ao sol.1
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Infecções respiratórias: pessoas com níveis baixos de vitamina D podem ter mais chance de apresentar infecções respiratórias. Parte dos estudos aponta redução do risco com suplementação regular, sobretudo em quem tem níveis baixos.1
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Não funciona como tratamento: a suplementação não se mostrou útil para tratar infecções respiratórias já instaladas.1
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Absorção de cálcio: contribui para a manutenção da saúde óssea.3
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Interações: pode interagir com estatinas, diuréticos tiazídicos, corticoides e orlistate.1
Quanto consumir e onde encontrar a vitamina D
A recomendação para adultos é de 15 mcg, o equivalente a 600 UI por dia.1 Poucos alimentos têm vitamina D naturalmente:
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Peixes gordurosos, como salmão e atum;1
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Óleo de fígado de peixe;1
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Gema de ovo, fígado bovino e queijo, em quantidades pequenas;1
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Alimentos fortificados, como leite com adição de vitamina D.1
3. Vitamina A
A vitamina A participa da função imune e também da visão, do crescimento, da reprodução e do desenvolvimento.1
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Duas formas diferentes: a vitamina A pré-formada vem de peixes, vísceras como o fígado, laticínios e ovos. Frutas e verduras trazem os carotenoides provitamina A, compostos que o corpo transforma em vitamina A, e o betacaroteno é o mais comum deles;1
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A deficiência é o ponto crítico: os efeitos mais claros da suplementação aparecem em populações onde a deficiência é comum, o que não é a situação da maior parte dos adultos com alimentação variada;1
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Excesso da forma pré-formada: pode causar dor de cabeça intensa, visão embaçada, náusea, tontura e dores musculares;1
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Gestação e amamentação: doses altas de vitamina A pré-formada não devem ser usadas nesse período, pelo risco de má-formação.1
Quanto consumir e onde encontrar a vitamina A
A recomendação diária é de 700 mcg para mulheres e 900 mcg para homens, em equivalentes de atividade de retinol.4 Confira alguns alimentos que são ricos em vitamina A:
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Fígado bovino e outras vísceras;4
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Peixes e óleos de fígado de peixe;4
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Ovos e laticínios;4
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Cenoura, abóbora, batata-doce e vegetais verde-escuros;4
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Manga e melão.4
4. Vitamina E
A vitamina E age como antioxidante e ajuda o sistema imune a funcionar corretamente. A deficiência é rara.1
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Evidência ainda em aberto: não está claro se a suplementação reduz risco ou gravidade de infecções respiratórias. Em um estudo com pessoas que tinham níveis normais de vitamina E, doses altas em suplemento se associaram a sintomas respiratórios piores e a mais dias de doença.1
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Vitamina E dos alimentos: é segura em qualquer nível de consumo.1
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Interações: pode interferir na ação de anticoagulantes.1
Quanto consumir e onde encontrar a vitamina E
A recomendação para adultos é de 15 mg por dia.5 Fontes:
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Óleos vegetais, como os de girassol, cártamo e gérmen de trigo;5
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Amêndoas, avelãs e amendoim;5
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Sementes de girassol;5
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Espinafre e brócolis.5
5. Vitamina B6
A vitamina B6 está no grupo de nutrientes que precisam estar em quantidade adequada para o sistema imune funcionar bem.1 Ela participa do metabolismo das proteínas e da formação de células do sangue.6
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Ingestão insuficiente é incomum de forma isolada: costuma aparecer junto com baixa ingestão de outras vitaminas do complexo B;6
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Excesso em suplemento tem consequência: doses muito altas por tempo prolongado podem causar alterações neurológicas, com formigamento e perda de sensibilidade nas extremidades.6
Quanto consumir e onde encontrar a vitamina B6
A recomendação para adultos é de 1,3 mg por dia, com aumento pequeno depois dos 50 anos.6 Fontes:
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Peixes, frango e vísceras;6
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Batata e outros vegetais amiláceos;6
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Frutas não cítricas, como banana;6
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Grãos e cereais fortificados.6
6. Vitamina B12 e ácido fólico
Vitamina B12 e ácido fólico entram na lista porque participam da formação das células do sangue, incluindo as células de defesa, e estão entre os nutrientes que a função imune exige em quantidade adequada.1,7
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B12 vem de alimentos de origem animal: quem segue dieta vegetariana ou vegana tem mais chance de ingestão insuficiente e precisa de acompanhamento.7
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Absorção pode cair: o uso prolongado de alguns medicamentos para refluxo e da metformina, além de cirurgias no estômago, reduz o aproveitamento da vitamina B12.7
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Ácido fólico é a forma sintética do folato: aparece em suplementos e em alimentos enriquecidos, como farinhas de trigo e de milho.8
Quanto consumir e onde encontrar
A recomendação para adultos é de 2,4 mcg de vitamina B12 e 400 mcg de folato por dia.7, 8 . Veja quais alimentos são boas fontes dessas vitaminas:
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Carnes, peixes, ovos, leite e alimentos fortificados, para a vitamina B12,7
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Vegetais verde-escuros, feijão, laranja e produtos à base de grãos enriquecidos, para o folato.8
Minerais que completam a lista de nutrientes para a imunidade
Três minerais aparecem junto com as vitaminas quando o assunto é defesa do organismo: zinco, selênio e ferro.1
Zinco
O zinco é essencial para o sistema imune e participa da produção de proteínas e de DNA, da cicatrização e do paladar.1
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Resfriado comum: pastilhas e xarope de zinco iniciados no começo do resfriado podem acelerar a recuperação, sem alterar a intensidade dos sintomas. Ainda não há definição sobre a melhor dose e forma;1
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Excesso prolongado atrapalha: ingestão alta por muito tempo pode reduzir os níveis de cobre no sangue e prejudicar a função imune;1
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Interações: pode interagir com antibióticos, com a penicilamina, usada no tratamento de artrite reumatoide, e com os diuréticos tiazídicos, remédios comuns para pressão alta;1
Quanto consumir e onde encontrar o zinco
A recomendação diária é de 8 mg para mulheres e 11 mg para homens.9 Não sabe qual dieta seguir para manter os níveis de zinco no corpo? Confira alguns alimentos que são ricos nesse mineral:
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Ostras e outros frutos do mar;9
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Carnes vermelhas e frango;9
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Feijão, castanhas e grãos integrais;9
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Laticínios.9
Selênio
O selênio age como antioxidante e participa do funcionamento da tireoide, da reprodução e da produção de DNA.1
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Castanha-do-pará é fonte concentrada: por isso o consumo em quantidade alta merece atenção.10
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Excesso tem sinais claros: acima de 400 mcg por dia podem aparecer queda ou fragilidade de cabelo e unhas, gosto metálico na boca, náusea, diarreia e irritabilidade.1
Quanto consumir e onde encontrar o selênio
A recomendação para adultos é de 55 mcg por dia.10 Você encontra selênio em:
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Frutos do mar e peixes;1
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Carne bovina e frango;1
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Ovos, laticínios, pães e cereais.1
Ferro
O ferro está entre os nutrientes que o sistema imune precisa receber em quantidade adequada e é o responsável pelo transporte de oxigênio no sangue.1, 11
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Ingestão insuficiente é comum entre mulheres em idade reprodutiva: a necessidade diária é mais que o dobro da masculina;11
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Vitamina C ajuda no aproveitamento: o ferro de origem vegetal é melhor absorvido quando a refeição inclui uma fonte de vitamina C;2
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Suplementar por conta própria não é indicado: o excesso de ferro é tóxico e a avaliação depende de exame de sangue.11
Quanto consumir e onde encontrar o ferro
A recomendação diária é de 8 mg para homens e 18 mg para mulheres em idade reprodutiva.11 Você encontra ferro em:
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Carnes magras, aves e frutos do mar;11
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Feijão, lentilha e grão-de-bico;11
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Vegetais verde-escuros;11
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Cereais e pães enriquecidos com ferro.11
Sinais de que faltam vitaminas para a imunidade
Nenhum sintoma confirma, sozinho, falta de vitaminas para a imunidade. O que existe são situações e sinais que justificam procurar avaliação profissional e, quando indicado, fazer exame de sangue.14
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Pouca exposição ao sol: rotina fechada em ambiente interno reduz a produção de vitamina D pela pele.1
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Alimentação sem produtos de origem animal: aumenta o risco de ingestão insuficiente de vitamina B12.7
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Refeições irregulares ou muito restritivas: reduzem a variedade de nutrientes que chegam ao organismo, e a alimentação variada é o que costuma dar conta das necessidades de vitaminas e minerais.1
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Infecções de repetição e recuperação lenta: podem ocorrer quando a ingestão de certos nutrientes está abaixo do necessário.1
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Uso contínuo de medicamentos: alguns interferem na forma como o corpo absorve, usa ou processa nutrientes.1
Cansaço, queda de cabelo e falta de disposição têm muitas causas possíveis. Atribuir esses sinais à falta de vitamina, sem avaliação, atrasa o cuidado com o que de fato está acontecendo.
Alimentação ou suplemento: como escolher as melhores vitaminas para imunidade
A alimentação vem primeiro. Segundo a Anvisa, nenhum suplemento substitui uma dieta saudável, equilibrada e variada, e o suplemento alimentar tem a finalidade de complementar a alimentação de pessoas saudáveis.14
O suplemento faz sentido quando existe uma lacuna identificada. Se a avaliação profissional indica que a ingestão de um nutriente está abaixo do recomendado, o suplemento ajuda a chegar às quantidades adequadas.1
O que observar na escolha:
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Nutriente isolado ou formulação combinada: a primeira opção atende uma lacuna específica, a segunda cobre um conjunto mais amplo em doses menores;
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Formato e apresentação: comprimido, cápsula ou cápsula mole, além do número de unidades por embalagem, influenciam a adesão no dia a dia;
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Quantidade por dose: no Brasil, o percentual de valor diário que aparece no rótulo segue os valores diários de referência definidos pela Anvisa, que não coincidem com os parâmetros usados em outros países.15
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Advertências do rótulo: indicam os grupos para os quais o produto não é recomendado e as orientações de uso.14
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Interações com medicamentos: informar médico e farmacêutico sobre tudo que está em uso evita combinações problemáticas.1
Leia também: Como tomar multivitamínicos? Para que servem?
Como as vitaminas Vitasay podem ajudar a manter a sua imunidade
Quando a avaliação profissional aponta necessidade de complementar a alimentação, Vitasay reúne opções com os nutrientes citados ao longo deste artigo.
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Vitasay A-Z Mulher: 30 e 90 comprimidos, com complexo B, vitaminas C e D, zinco, biotina e ácido fólico. Auxilia no metabolismo energético e no sistema imune, com ação antioxidante.
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Vitasay A-Z Homem: 30 e 90 comprimidos, com vitaminas A, C, D, E, complexo B, ferro, zinco e manganês. Auxilia no metabolismo energético, no sistema imune e no funcionamento muscular.
A escolha entre um nutriente isolado e uma formulação mais ampla depende do que a avaliação profissional identificar. Todos os produtos Vitasay são de uso adulto e não são recomendados para menores de 19 anos.
Para ver as opções reunidas, conheça a linha de suplementos para imunidade e a linha de multivitamínicos.
Perguntas frequentes sobre vitaminas para imunidade
1. Qual a melhor vitamina para aumentar a imunidade?
Não existe uma vitamina única que responda pela função imune. Vitaminas A, B6, B12, C, D, E e K, além de folato, cobre, iodo, ferro, magnésio, selênio e zinco, precisam estar em quantidade adequada para o sistema de defesa trabalhar bem.1 A que faz diferença no seu caso é a que estiver em falta, e isso aparece na avaliação profissional e no exame, não na percepção dos sintomas.
2. Pode tomar vitamina C e zinco juntos?
Sim. Os dois aparecem na mesma refeição com frequência e também em formulações combinadas. A atenção fica nas quantidades, com limite de 2.000 mg de vitamina C e 40 mg de zinco por dia para adultos, somando alimentos e suplementos.1
Como o zinco pode interagir com antibióticos e diuréticos tiazídicos, vale avisar o farmacêutico sobre o que está em uso.1
3. Quanto tempo leva para a suplementação fazer efeito?
Não existe efeito imediato, e o prazo depende do nutriente e do ponto de partida. Em quem não tem deficiência, aumentar a ingestão em geral não altera o risco de infecção nem a velocidade de recuperação.1 Quando há deficiência identificada, o profissional que acompanha define o tempo de uso e o momento de repetir o exame.14
4. Multivitamínico serve para imunidade?
Serve como complemento quando a alimentação não cobre as necessidades de vitaminas e minerais, situação em que os suplementos ajudam a alcançar as quantidades recomendadas.1 O multivitamínico reúne vários nutrientes em uma tomada, o que facilita a rotina, mas não substitui uma alimentação variada.14
Referências
1. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Dietary Supplements for Immune Function and Infectious Diseases: Fact Sheet for Consumers. Atualizado em 10 de março de 2025. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/ImmuneFunction-Consumer Acesso em: agosto/2026.
2. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Vitamin C: Fact Sheet for Consumers. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminC-Consumer Acesso em: agosto/2026.
3. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Vitamin D: Fact Sheet for Consumers. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminD-Consumer Acesso em: agosto/2026.
4. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Vitamin A and Carotenoids: Fact Sheet for Consumers. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminA-Consumer Acesso em: agosto/2026.
5. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Vitamin E: Fact Sheet for Consumers. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminE-Consumer Acesso em: agosto/2026.
6. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Vitamin B6: Fact Sheet for Consumers. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminB6-Consumer Acesso em: agosto/2026.
7. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Vitamin B12: Fact Sheet for Consumers. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminB12-Consumer Acesso em: agosto/2026.
8. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Folate: Fact Sheet for Consumers. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/Folate-Consumer Acesso em: agosto/2026.
9. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Zinc: Fact Sheet for Consumers. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/Zinc-Consumer Acesso em: agosto/2026.
10. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Selenium: Fact Sheet for Consumers. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/Selenium-Consumer Acesso em: agosto/2026.
11. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Iron: Fact Sheet for Consumers. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/Iron-Consumer Acesso em: agosto/2026.
12. Besedovsky, L., Lange, T., & Haack, M. (2019). The Sleep-Immune Crosstalk in Health and Disease. Physiological Reviews, 99(3), 1325-1380. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6689741/ Acesso em: agosto/2026.
13. Nieman, D. C., & Wentz, L. M. (2019). The compelling link between physical activity and the body's defense system. Journal of Sport and Health Science, 8(3), 201-217. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2095254618301005 Acesso em: agosto/2026.
14. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Suplemento alimentar: o que você precisa saber para usar com segurança. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/suplementos-alimentares/suplemento-alimentar-o-que-voce-precisa-saber-para-usar-com-seguranca-1 Acesso em: agosto/2026.
15. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução Normativa IN nº 75, de 8 de outubro de 2020. Estabelece os requisitos técnicos para declaração da rotulagem nutricional nos alimentos embalados. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa//2020/IN%2075_2020_.pdf Acesso em: agosto/2026.
1. Calder P. Feeding the immune system. Proceedings of the Nutrition Society. 2013; 72(3): 299-309.
2. National Institutes of Health (NIH). Office of Dietary Supplements. Vitamin C. Fact Sheet for Consumers. 2021.
3. Calder PC, et al. Optimal Nutritional Status for a Well-Functioning Immune System Is an Important Factor to Protect against Viral Infections. Nutrients. 2020; 12(4): 1181.
4. National Institutes of Health (NIH). Office of Dietary Supplements. Vitamin D. Fact Sheet for Consumers. 2021.
5. National Institutes of Health (NIH). Office of Dietary Supplements. Vitamin A. Fact Sheet for Consumers. 2021.
6. National Institutes of Health (NIH). Office of Dietary Supplements. Vitamin E. Fact Sheet for Consumers. 2021.
7. National Institutes of Health (NIH). Office of Dietary Supplements. Zinc. Fact Sheet for Consumers. 2021.
8. National Institutes of Health (NIH). Office of Dietary Supplements. Selenium. Fact Sheet for Consumers. 2021.
9. Besedovsky L, Lange T, Born J. Sleep and immune function. Pflugers Arch. 2012;463(1):121-137.
10. Brasil. Ministério da Saúde (MS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Instrução Normativa IN nº 28, de 26 de julho de 2018 (Publicada no DOU nº 144, de 27 de julho de 2018).
11. Rotulagem do produto Vitasay 50+ Imune.
12. Hemilä H, Chalker E. Vitamin C for preventing and treating the common cold. Cochrane Database Syst Rev. 2013;(1):CD000980.